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PANDA-GIGANTE

PANDA-GIGANTE

Oso Panda

O panda-gigante é um animal de grande porte, com pelagem branca comprida, densa e aspeto lanoso; as patas, os ombros, as orelhas e a zona dos olhos apresentam uma pelagem de cor preta. A cauda é larga e curta. O panda-gigante vive nas florestas de bambu do centro da China, a altitudes entre 1500 e 3000 m.

Sobejamente conhecido no panda-gigante é o chamado falso polegar, que na verdade consiste num osso sesamoide radial muito desenvolvido e que constitui uma espécie de sexto dedo oponível aos outros cinco; é essa modificação que permite ao panda-gigante manusear e agarrar com alguma destreza objetos tão pequenos como os talos de bambu, que constituem o elemento essencial da sua dieta. Além do bambu, alimentam-se de bolbos, raízes, ovos e de pequenos mamíferos.

Trata-se de um animal de hábitos solitários, com exceção do período do cio, em que ambos os sexos se aproximam; nessa altura, é possível ouvir os machos a grunhir, competindo para copularem com uma fêmea recetiva. O acasalamento tem lugar durante a primavera e as crias nascem no final do inverno. A fêmea pode dar à luz entre um e dois ursinhos, que atingem a maturidade sexual entre quatro e dez anos.

O panda-gigante é considerado uma espécie ameaçada e o governo chinês está a desenvolver diversos projetos destinados a protegê-lo.

As crias do panda-gigante nascem indefesas, pelo que requerem muitos cuidados maternos durante os primeiros meses de vida. A mortandade nesse período é muito elevada, o que constitui um problema sério para a recuperação da população através da criação em cativeiro. Os pandas-gigantes selvagens dão à luz uma cria de dois em dois anos ou mais cujo peso pode oscilar entre 85 e 140 gr.

São animais que não hibernam. Por outro lado, os hábitos alimentares do panda-gigante constituem um problema adicional no que se refere à preservação e à criação do mesmo em cativeiro, ao alimentar-se quase exclusivamente de bambu, pouco nutritivo, sendo necessário também ter em conta os possíveis períodos de escassez desse alimento, uma planta que floresce em determinados períodos e que murcha passado pouco tempo.

O seu desaparecimento é quase iminente, uma vez que, apesar de alguns exemplares terem sido criados em cativeiro durante muitos anos, não se conseguiu uma reprodução rápida dos mesmos. Juntam-se num mesmo lugar somente com um macho ou uma fêmea, para tentarem assegurar a reprodução, evitando assim a existência de lutas entre machos pelo acasalamento. Apesar de todos os esforços, só restam no mundo 1000 exemplares. Outrora, eram simplesmente mortos sem piedade.