Madrid
Weather Icon
New York
Weather Icon
Rome
Weather Icon
Lisboa
Weather Icon
C. Mexico
Weather Icon

O LOUVA-A-DEUS-EUROPEU

O LOUVA-A-DEUS-EUROPEU

Mantis Religiosa

O louva-a-deus-europeu, ou “santa-teresa”, é um inseto de tamanho médio, com uma dimensão entre 4 e 6 cm, tórax longo e antenas finas. Possui dois olhos compostos e, entre eles, três simples. A cabeça roda 180º. As patas dianteiras têm espinhas, para segurar as presas. Permanecem solitários até ao momento em que o macho e a fêmea procuram acasalar. Quando existe mais de um macho, lutam entre si, sendo que só um deles chegará a reproduzir-se. Em ocasiões raras, a fêmea come o macho durante o acasalamento.

Podem ser verdes ou de cor parda; a cor do adulto é determinada em função do meio em que habita durante a sua última muda. Trata-se de insetos que acabam por sofrer seis mudas até alcançarem a forma adulta. Possuem um único ouvido, localizado no tórax.

Caçam à espreita, permanecendo imóveis até a presa aparecer. Quando ela surge, observam-na, rodam a cabeça e lançam o ataque: as patas dianteiras seguram a vítima e começam a comê-la. Podem chegar a capturar moscas à primeira, apesar de se alimentarem principalmente de rãs, lagartixas, ratos, traças e colibris. Durante o período de acasalamento, a fêmea segrega feromonas para atrair o macho; quando se juntam, as fêmeas mostram-se agressivas e por vezes chegam a comer o macho durante ou após o ato. A cópula dura entre uma a duas horas. Durante o acasalamento, o macho cerca a fêmea até saltar para cima do seu dorso e pôr em contato as antenas dela com as suas, depositando o espermatóforo no interior da mesma. A postura dos ovos ocorre durante o outono, eclodindo os mesmos na primavera. As fêmeas põem os ovos em montículos espumosos (ootecas), atando-os a pequenos ramos. A espuma endurece rapidamente e protege os ovos até à eclosão. Cada saco pode conter entre 200 e 300 ovos, mas poucos são os que sobrevivem, ao imperar o canibalismo juvenil. Morrem os que são atacados pelos irmãos, o que contribui para limitar a taxa de natalidade.

A relação entre o louva-a-deus-europeu e o ser humano foi sempre de algum modo contraditória. Despertou, por um lado, curiosidade e admiração, e, por outro, desconfiança e medo. Em Espanha, a cultura popular apresenta habitualmente o louva-a-deus-europeu enganosamente como um animal perigoso e venenoso, sendo na verdade totalmente inofensivo e benéfico para o ser humano, pois devora uma grande quantidade de outros insetos. Em algumas localidades, o louva-a-deus-europeu é conhecido por nomes vernáculos como “morte” ou “cavalinho do diabo”, que tornam manifesta a referida conotação negativa. Tais denominações contrastam com as de “religiosa”, do nome científico e comum, e “santa-teresa”, evocadoras da posição que ele adota quando vigia as presas, como se estivesse a rezar.