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CAUDATA (SALAMANDRA)

CAUDATA (SALAMANDRA)

Salamandra

Os caudados (Caudata), conhecidos como salamandras, são um tipo de anfíbios que marca presença nos continentes do hemisfério norte e na parte norte da América do Sul. A salamandra passa parte da sua vida na água e outra em terra, particularmente em zonas húmidas, como as florestas. É um anfíbio com cauda, de aspeto grande e robusto, que mede habitualmente entre 12 e 23 centímetros, incluindo o comprimento da cauda.

A cabeça é quase tão larga quanto comprida, um pouco achatada, e o focinho é por norma arredondado, embora possa apresentar-se ligeiramente pontiagudo em alguns exemplares. Possuem nela protuberâncias grandes e bem demarcadas, denominadas “glândulas parótidas”. Os olhos são grandes e arregalados, com uma íris pardo-escura. As patas são curtas e grossas, e apresentam dedos achatados. A cauda também é curta, de secção redonda, com um comprimento que não supera o da cabeça e do corpo juntos.

A pele do dorso e dos flancos é lisa e brilhante, de cor negra, com manchas amarelas irregulares. A coloração pode variar em função da zona geográfica. Em certos casos, dificilmente se observa o amarelo; noutros, esta cor pode ser predominante ou surgir distribuída em faixas. No pescoço e no ventre, as manchas amarelas não são tão numerosas nem intensas. A fecundação tanto pode ser externa quanto interna, apesar da ausência nos machos de um órgão copulador.

Apresentam um desenvolvimento larvar anterior à idade adulta, com presença de brânquias externas, posteriormente substituídas por pulmões. Algumas espécies são aquáticas durante toda a vida, outras regressam à água de forma intermitente, e há ainda as que são totalmente terrestres na idade adulta. Alimentam-se principalmente de presas com dimensões entre 4 e 20 mm, tais como vermes, minhocas, caracóis e insetos. Trata-se de espécies com hábitos mais noctívagos, que aproveitam as horas do entardecer e do amanhecer, e as do dia quando o tempo é chuvoso.

Iniciam a sua atividade anual com as primeiras chuvas do outono, depois de passarem o verão em estado de inatividade. Quando as salamandras são capturadas e manuseadas, segregam um líquido branco e espesso que causa irritação ao entrar em contato com a boca, os olhos ou o nariz. Assemelham-se externamente aos lagartos, mas distinguem-se facilmente deles pela ausência de escamas. Quando perdem um dos membros, são capazes de regenerá-lo. Essa habilidade permite-lhes pôr em prática uma autotomia caudal como mecanismo de defesa contra potenciais predadores, em caso de necessidade.

A salamandra é um monstro mitológico e um símbolo básico da alquimia. A origem desse mito pode remontar à condição de anfíbio, ao viver como tal tanto em água como em terra. Os registos fósseis mais antigos de salamandras correspondem aos espécimes do clado Karauridae. As salamandras em liberdade podem viver até aproximadamente os 20 anos de idade, embora em cativeiro sobrevivam até 50 anos.