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ÁGUIA-IMPERIAL

ÁGUIA-IMPERIAL

AGUILA IMPERIAL

A águia-imperial é uma ave de grande porte que pode chegar a ter, no caso das fêmeas, 2 metros de envergadura alar e 4 quilos de peso. Armada com um poderoso bico e potentes garras, está preparada para capturar animais de tamanho não superior ao de uma lebre. Os tarsos encontram-se totalmente cobertos de penas. A plumagem adulta é escura, embora apresente manchas brancas na borda anterior das asas e na parte superior dos ombros, o que permite identificá-la nos seus domínios. A aparência das águias-imperiais, em termos cromáticos, varia ao longo dos primeiros anos, passando pelo avermelhado durante o primeiro ano, o pardo-amarelado no segundo, e o creme com penas escuras no terceiro e no quarto ano.

Após um espetacular ritual de cortejo e de acasalamento em que se sucedem os voos, as acrobacias e os reclamos, as fêmeas põem entre 1 e 4 ovos num grande ninho posicionado na copa de uma velha azinheira ou num sobreiro. As crias nascem após 45 dias de incubação, embora sejam raras as vezes em que sobrevivem dentro do ninho. Os primeiros voos acontecem entre julho e agosto, apesar de os jovens acabarem por permanecer no ninho até setembro, quando começa a fase de dispersão, uma longa viagem por territórios longínquos que lhes permitirá adquirirem força, habilidade e experiência, mas na qual também enfrentarão inúmeros perigos e ameaças que resultarão na morte de muitos deles.

Vivem principalmente nas zonas de floresta do monte mediterrânico, o mais afastadas possível da presença do homem. Nesse habitat, as águias-imperiais convivem com um grande número de espécies de grande relevância, como é o caso do abutre-preto ou do lince-ibérico, juntamente com outras mais comuns, tais como coelhos, cervos, etc. Constituem um dos ecossistemas mais conhecidos e mais ricos em termos de biodiversidade.

Para caçar, utilizam zonas abertas, tal como nas chamadas áreas de dispersão. São especialistas na captura de coelhos. O tamanho das garras e outras adaptações fazem com que esse mamífero seja a presa ideal. Tudo isso, juntamente com a histórica abundância de coelhos, tornou esta última espécie na tradicional e básica fonte de sua alimentação. Em caso de escolha, a águia-imperial optará por exemplares doentes ou incapacitados, contribuindo assim para manter saudáveis as populações da sua presa. Podem chegar mesmo a comer animais mortos. Além disso, caçam por vezes, de forma complementar, outras espécies como por exemplo perdizes, lebres, pombas e lagartos.

A águia-imperial é uma das aves mais raras do mundo. A população atual é uma ínfima parte da que existiu outrora, quando estava amplamente distribuída por toda a Península Ibérica e pela África do Norte. Hoje em dia, à exceção dois casais recentemente instalados em Portugal, as águias-imperiais sobrevivem unicamente no sudoeste de Espanha. O pequeno tamanho da sua população faz com que o risco de desaparecimento da espécie seja mito elevado, tornando este mesmo animal numa espécie em “risco de extinção”.