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COMEMORA-SE O 50.º ANIVERSÁRIO DO PRIMEIRO TRANSPLANTE DE CORAÇÃO

COMEMORA-SE O 50.º ANIVERSÁRIO DO PRIMEIRO TRANSPLANTE DE CORAÇÃO

A 3 de dezembro de 1966, na África do Sul, o Doutor Christiaan Barnard realizava o primeiro transplante de coração da história.

A equipa do doutor Christiaan Barnard, do hospital Groote Schuur da Cidade do Cabo (África do Sul), constituído por mais de vinte pessoas, levava a cabo a 3 de dezembro de 1966 o primeiro transplante de coração da história. O recetor do transplante foi Louis Washkansky, que sobreviveu cerca de vinte dias, antes de falecer vítima de uma pneumonia. No dia 2 de janeiro de 1968 realizou-se o segundo transplante de coração, desta vez com maior sucesso, tendo o recetor chegado a viver 563 dias após a intervenção. Todo esse esforço só foi possível graças à solidariedade e à doação de duas pessoas acidentadas, sem as quais não se poderiam realizar os transplantes. Denise Darvall e Clive Haupt foram os doadores dos dois primeiros corações transplantados.

A sobrevivência dos pacientes na atualidade é de anos. De acordo com o registo Mundial de Transplantes, realizam-se anualmente em todo o mundo cerca de 6000 operações, 250 delas no nosso país.

Em Espanha, a percentagem de sobrevivência após uma intervenção ao coração é muito elevada. 85% de sobrevivência depois do primeiro ano após a cirurgia, 72% passados cincos anos e 60% passada uma década desde o momento em que se transplanta o coração no paciente.

O recorde de sobrevivência depois de um transplante é de 33 anos e é detido por John McCafferty, falecido aos 73 anos de idade devido a insuficiência renal.

A esperança média de vida de um paciente submetido a esta operação ronda os 12 anos, e mais de 90% dos transplantados admitem com sucesso o enxerto do seu novo coração, podendo fazer uma vida normal desde que haja um controlo dos fatores de risco.